Mundo| Mundo - Publicado em 02/09/11 às 10:02:26 |
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A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu nesta quinta-feira, 1º, que os líderes interinos da Líbia busquem reconciliação, e não vingança, depois da vitória sobre Muamar Kadafi. A diplomata ainda prometeu apoiar a transição para a democracia no país africano.
Hillary disse que a campanha militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) deve continuar enquanto civis estiverem sob ameaça, mas afirmou que as sanções das Nações Unidas devem ser retiradas de forma responsável e que os novos líderes devem ter o assento da Líbia na ONU.
"O trabalho não termina com o fim de um regime opressivo", afirmou ela no encontro internacional, em Paris, sobre o futuro da Líbia. "Ganhar uma guerra não dá garantia de ganhar a paz que a segue. O que acontece nos próximos dias será crucial."
As declarações de Hillary foram feitas durante a reunião de cerca de 60 países para decidir o futuro da Líbia pós-Kadafi. França, Estados Unidos, Reino Unido e Brasil, por exemplo, participam do encontro em Paris, chamado de "Conferência dos Amigos da Lìbia".
Antes da conferência, Hillary se encontrou com Mustafa Abdel-Jalil, líder do Conselho Nacional de Transição, o órgão de governo dos rebeldes líbios. Não foram dados, porém, detalhes das conversas.
Umbuzada.com – Informação em 1º lugar!
Estadão
| | Mundo - Publicado em 26/08/11 às 10:09:31 |
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Uma bomba explodiu nesta sexta-feira (26) no prédio da ONU em Abuja, capital da Nigéria. Várias pessoas morreram, porém não há um número oficial confirmado. Cerca de 400 pessoas trabalham no local. A agência já havia recebido ameaças no país. Segundo informações das forças de segurança do país, o prédio teria sido alvo de um caminhão-bomba. A explosão ocorreu na ala do prédio onde ficava a representação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)."Eu vi corpos espalhados", relatou Michael Ofilaje, funcionário do Unicef no prédio. "Muitas pessoas estão mortas", afirmou, ao jornal O Estado de S. Paulo. Até o momento nenhum grupo reivindicou o atentado.
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| | Mundo - Publicado em 25/08/11 às 14:08:03 |
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Guerra civil matou mais de 20 mil na Líbia, diz líder rebelde anti-Kadhafi
Mais de 20 mil pessoas morreram na Líbia desde que começou a insurreição contra o regime do coronel Muammar Kadhafi, em meados de fevereiro, declarou nesta quinta-feira Mustafa Abdul Jalil, chefe do Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão político da rebelião.
"Não disponho do número exato, mas o conflito armado deixou mais de 20 mil mortos", disse ele em entrevista em Benghazi, "capital" rebelde no leste do país.
"Prometemos favorecer os países que nos ajudaram durante o desenvolvimento da Líbia. Nós os trataremos em função do apoio que nos deram", declarou Jalil.
O dirigente expressou sua gratidão aos países que participaram nas operações da Otan e os que desbloquearam fundos congelados no exterior.
Além disso, anunciou que a rebelião conseguiu uma quantidade de petróleo suficiente para as necessidades de todo o país na refinaria de Zauiya, 40 km a oeste de Trípoli.
Em relação à situação na capital, denunciou os saques e os atribuiu às forças leais a Muamar Kadhafi infiltradas nas fileiras dos rebeldes.
Consultado sobre a possível presença de armas químicas no país, Abdeljalil assegurou que não teme a possibilidade de que sejam usadas. "Como ex-membro do regime, sei muito bem que essas armas estão ultrapassadas", disse.
O líder do Conselho Nacional de Transição apelou para que os moradores das localidades ainda sob controle do ditador "adiram a revolução" e acenou com a possibilidade de negociar com grupos pró-Kadhafi para evitar mais mortes.
"Nós damos as boas vindas a qualquer negociação de qualquer comunidade ou região, direta ou indiretamente, para evitar mais mortes", disse. "A Líbia é grande o bastante para todos, e todos os líbios vão ser tratados igualmente. A riqueza é dos líbios e vai ser distribuída."
O paradeiro do ditador e de sua família continuava desconhecido, e os rebeldes "caçavam" o coronel por Trípoli nesta quinta-feira. Em áudio transmitido pela TV local, ele voltou a pedir resistência contra a rebelião.
Acredita-se que ele possa estar na região de Abu Slim, na capital, que está sendo vasculhada por combatentes rebeldes.
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G1
| | Mundo - Publicado em 21/08/11 às 03:04:30 |
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A partida entre Santos Laguna e Monarcas Morelia, válida pela primeira divisão do Campeonato Mexicana, foi interrompida depois que um tiroteio foi ouvido no entorno do estádio Territorio Santos Modelo, em Torreón, na noite deste sábado. A cidade receberá o amistoso entre Brasil e México no dia 11 de outubro. O município foi também uma das sedes do Mundial sub-17, com o estádio recebendo inclusive a semifinal entre Alemanha e México.
Logo que ouviram o som dos disparos, os jogadores das duas equipes foram rapidamente para os vestiários para se refugiarem. Os torcedores também correram pelo gramado em busca de um local mais seguro. O confronto estava com 40 minutos do primeiro tempo.
De acordo com o jornal mexicano El Universal, as autoridades informaram que um policial ficou ferido, mas a situação já teria sido controlada. As primeiras informações dão conta de que o tiroteio durou cerca de cinco minutos e começou depois que uma caminhonete branca não parou em uma barreira policial.
Pouco depois da confusão, o presidente do Santos Laguna, Alejandro Irarragorri, foi ao centro do gramado ao lado do goleiro e capitão Oswaldo Sánchez, para tentar acalmar o público. Com um microfone na mão, ele utilizou o sistema de som do estádio para dizer que o tiroteio havia parado, anunciou que não havia feridos dentro do estádio e disse que os torcedores poderiam ficar ali até ficarem tranquilos para deixarem o local.
A Federação Mexicana informou que a partida foi oficialmente suspensa e que ainda não há data para um novo encontro entre os times.
- Desde que começou esta penosa situação, recebemos relatos do comissário da partida, falamos coma diretoria do clube, com as autoridades do estádio e tomamos a decisão de suspender a partida. O primeiro e mais importante são as pessoas. A situação foi tranquilizada, o imóvel foi evacuado corretamente. Agora estamos vendo como e quando podemos remarcar a partida, seja amanhã ou depois, isso é secundário - afirmou Decio de María, secretário-geral da Federação Mexicana, em coletiva na Colômbia, onde a seleção mexicana conquistou o terceiro lugar no Mundial sub-17.
Nesta segunda-feira, uma reunião na Federação Mexicana irá discutir o assunto com os clubes.
- O que aconteceu hoje foi fora do estádio, mas afeta o futebol. Neste sentido, nesta segunda haverá uma reunião com todos afiliados que possam comparecer para avaliar o tema e tomar decisões sobre o que vem pela frente - destacou de María.
Pelo Twitter oficial do clube, o Monarcas Morelia afirmou que o elenco estava bem e que voltaria para casa nas próximas horas.
Região é alvo de violência dos narcotraficantes
Localizada no estado de Coahuila - norte do México - a cidade de Torreón, onde estava sendo realizada a partida, sofre há alguns meses com uma onda de violência provocada por uma disputa entre cartéis que disputam o tráfico de drogas.
Em julho, oito cabeças humanas foram encontradas em uma estrada da região. As vítimas tinham entre 25 e 30 anos. Massacres deste tipo fazem parte de uma onda de violência ligada ao narcotráfico que afeta os estados de Durango e Coahuila, entre os quais os cartéis de Sinaloa, liderados pelo foragido Joaquín "El Chapo" Guzmán, e os "Zetas", ex-militares da elite mexicanos que foram recrutados pelo narcotráfico nos anos 1990.
Em torno de 25.000 pessoas foram assassinadas desde dezembro de 2006 no México pelas mãos do crime organizado. Por ordem do presidente Felipe Calderón, mais de 50.000 militares no país foram convocados para combater os criminosos.
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francisco_ferinha1@hotmail.com
Fonte: globoesporte.com/ Torreón, México (Foto: Reuters)
| | Mundo - Publicado em 12/08/11 às 21:05:25 |
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Construído em 1991 para abrigar 90 mil pessoas, Dadaab tem hoje 380 mil.
G1 visitou campo no Quênia, atualmente em emergência por superlotação.
Há 20 anos, a rotina se repete: eles chegam sem nada além da roupa do corpo, exaustos das caminhadas de semanas, às vezes meses, famintos em busca de abrigo. Os portões de Dadaab, o maior campo de refugiados do mundo, no Quênia, nunca se fecham - e o complexo, projetado para abrigar 90 mil moradores, está lotado. Nos últimos meses, superlotado: a pior seca no Chifre da África em 60 anos está levando diariamente ao menos 800 pessoas a bater nas portas de Dadaab. O G1 esteve no campo entre os dias 1º e 3 de agosto e mostra numa série de reportagens a estrutura, o dia a dia e as dificuldades de quem vive de forma permanente numa casa temporária.
Passar pela porta de entrada do complexo é uma vitória. Quem conseguiu chegar aqui sobreviveu à saída de sua terra natal, a dias de caminhada sob um calor de 40ºC, passou por estupradores e animais selvagens, enfrentou a fome e a sede. Os recém-chegados são cadastrados, avaliados por um médico e recebem uma cesta básica suficiente para até 21 dias – podendo ser renovada. Depois, a dificuldade é achar um teto: desde 2008, quando o campo foi declarado lotado, não há mais distribuição oficial de barracas. Cada um faz uma casa com o que encontra, de gravetos a sacos plásticos.
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Dadaab foi construído em 1991, quando estourou a guerra civil na vizinha Somália, após a queda do ditador Mohamed Siad Barre. A Organização das Nações Unidas (ONU), com a aprovação do governo do Quênia, montou na região fronteiriça (onde já viviam quenianos de origem somali) um complexo de três campos: Ifo, Dagahaley e Hagadera – cada um capaz de abrigar até 30 mil pessoas. A previsão era que o campo servisse de acampamento temporário para aqueles que fugiam, e que eles pudessem voltar para suas casas assim que o conflito terminasse. Mas, 20 anos depois, nada mudou.
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Giovana Sanchez Do G1, em Dadaab
| | Mundo - Publicado em 09/08/11 às 12:12:47 |
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A morte de um homem de 26 anos foi confirmada pela polícia britânica nesta terça-feira (09), em meio aos confrontos de rua que ocorrem desde a noite de sábado em Londres. Segundo a agência de notícias Reuters, ele foi baleado em um carro em Croydon, sul de Londres. Não há mais detalhes sobre o ocorrido.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que reuniria o Parlamento por um dia nesta terça, apesar do período de recesso de verão, para divulgar um comunicado sobre a onda de violência que tomou conta de Londres por três noites consecutivas.
"Isso é criminalidade pura e simples", disse ele a jornalistas na terça-feira em frente a seu escritório após interromper suas férias anuais para retornar à Grã-Bretanha. "As pessoas não deveriam ter dúvidas de que faremos tudo necessário para restaurar a ordem nas ruas britânicas". Ele anunciou que 16 mil policiais protegerão a cidade na noite desta terça.
Cameron descreveu as cenas de edifícios queimados e janelas quebradas nas ruas de Londres e várias outras cidades britânicas como "nojenta". No entanto, ele se absteve de ordenar mais medidas extremas antimotins, como chamar os militares para ajudar a polícia sitiada restaurar a ordem.
Os primeiros confrontos ocorreram em Tottenham, no norte de Londres, durante uma manifestação que pedia "justiça" após a morte de um homem de 29 anos, Mark Duggan, em um tiroteio com a polícia na quinta-feira. No domingo, a violência se alastrou para outros bairros da capital britânica. Segundo a rede BBC, na cidade de Waltham Abbey, a leste de Londres, um centro de distribuição da Sony foi tomado pelas chamas, que atingiram vários metros de altura.
Cameron prometeu trazer reforços de todo o país. Ele disse que 450 pessoas já foram presas até agora, e prometeu muito mais se os saques continuarem. "Estou determinado, o governo está determinado, para que seja feita justiça", disse ele em uma entrevista coletiva televisionada.
Os distúrbios que abalaram bairros de Londres no final de semana prosseguiam na madrugada desta terça, com confrontos também nas cidades de Birmingham (centro), Liverpool (noroeste) e Bristol (sudoeste). A Scotland Yard anunciou a mobilização de mais 1.700 agentes para enfrentar os piores distúrbios na capital britânica em anos.
No conhecido restaurante "Ledbury", no bairro de Notting Hill, assaltantes roubaram celulares de clientes e levaram o dinheiro da caixa registradora. Em Liverpool, a polícia enfrentou os manifestantes, que queimaram vários carros. "Não vamos tolerar qualquer violência nas ruas de Liverpool, e já adotamos medidas rápidas e firmes para enfrentar isto", disse o oficial da polícia Andy Ward.
Em uma rara medida, o jogo de futebol da Inglaterra contra a Holanda no estádio de Wembley, em Londres, foi cancelado.
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(Foto: Tatiana Dourado/G1)
| | Mundo - Publicado em 02/08/11 às 22:47:29 |
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No último dia do prazo para que os Estados Unidos elevem seu limite de endividamento, o Senado do país aprovou nesta terça-feira (2), por 74 votos a 26, o plano bipartidário formulado pelos líderes do Congresso. Na noite da segunda, o projeto havia sido aprovado na Câmara dos Representantes por 269 votos a favor e 161 contra.
O presidente americano Barack Obama promulgou o acordo que eleva o teto da dívida americana logo depois de sua adoção no Congresso, permitindo assim evitar um default, anunciou a Casa Branca. "O presidente assinou o texto que se tornou uma lei", declarou à imprensa o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.
O processo para que republicanos e democratas conseguissem fechar um acordo foi “bagunçado e levou muito tempo”, nas palavras do próprio presidente Barack Obama. Na noite do último domingo, Obama fez um pronunciamento para dizer que os líderes dos dois partidos haviam chegado a um acordo para elevar o limite da dívida dos Estados Unidos e evitar um default (termo técnico para “calote”).
A primeira parte do acordo vai cortar cerca de US$ 1 trilhão nos próximos dez anos, segundo explicou Obama durante pronunciamento feito no domingo.
O presidente da Câmara dos Deputados, John Boehner, detalhou que a proposta prevê um corte de US$ 917 bilhões nos gastos domésticos ao longo de dez anos, além da formação de uma comissão para definir mais US$ 1,5 trilhão em redução de gastos até novembro.
Com a elevação do teto da dívida, o país pode pegar novos empréstimos e cumprir com pagamentos obrigatórios. Em maio, a dívida pública do país chegou a US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões), que é o valor máximo estabelecido por lei. Nos EUA, a responsabilidade de fixar o teto da dívida federal é do Congresso.
Votações
A votação ocorrida na segunda-feira na Câmara dos Representantes foi a terceira em menos de duas semanas na busca de um acordo para a redução do déficit orçamentário do país e elevação do limite de endividamento do governo federal.
Na última sexta-feira, a Câmara aprovou um plano republicano, formulado por John Boehner, sobre o assunto. A votação deveria ter ocorrido na quinta-feira, mas foi adiada pelo temor de que não haveria votos suficientes para aprovar as medidas. Poucas horas depois da aprovação na Câmara, o projeto foi rejeitado no Senado, de maioria democrata.
No dia 19, um primeiro plano republicano também havia sido aprovado na Câmara, mas foi rejeitado no Senado, onde não chegou nem a ir a votação.
Credibilidade
A luta contra o tempo do governo dos Estados Unidos visava preservar sua credibilidade de bom pagador. Sem um acordo até a meia-note desta terça (1h, horário de Brasília), o país poderia ficar sem dinheiro para pagar suas dívidas: ou seja, havia o risco de calote - que seria o primeiro da história americana.
Obama
Em pronunciamento feito no domingo, Obama agradeceu ao povo americano por "vozes, e-mails, twitts" que pressionaram os políticos.
O presidente dos Estados Unidos destacou que, como resultado do acordo fechado, "os EUA terão o nível mais baixo de gastos domésticos anuais desde que Eisenhower foi presidente", mas ressalvou que ainda assim, é "um nível de cortes que permite fazer investimentos na criação de empregos, educação e pesquisa". "Também asseguramos que esses cortes não acontecessem de forma tão abrupta. A solução definitiva para o déficit precisa ser equilibrada", acrescentou o presidente.
O líder americano afirmou ainda que apesar da opinião de "alguns republicanos", será necessário "pedir aos americanos mais ricos e às maiores empresas para abrir mão de benefícios fiscais".
Umbuzada.com – Informação em 1º Lugar
francisco_ferinha1@hotmail.com
Fonte: Do G1, em São Paulo
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