6ª edição da Virada Cultural em São Paulo
Marcada para os dias 15 e 16 de maio, a Virada Cultural chega neste ano à sua sexta edição.
O evento realizado pela Prefeitura de São Paulo se tornou a grande festa da cidade. Está incorporada ao seu calendário por milhões de paulistanos que a acompanham todos os anos. Durante 24 horas ininterruptas os moradores da capital e os turistas irão se dividir entre centenas de atrações.
Durante o lançamento oficial da programação, nesta terça-feira (27), na Galeria Olido, Centro, o prefeito destacou a integração entre as diversas áreas da administração municipal na construção do evento. "A Prefeitura tem certeza que será um evento de qualidade, superando os resultados do ano passado. Nesta edição, as secretarias trabalharam juntas para programar a Virada Cultural e dessa forma foi possível implantar novas ações nos serviços de limpeza e segurança".
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O Palco Estação da Luz (Estação da Luz) receberá Orquestras e Bandas Sinfônicas. Por lá passarão a Orquestra Jazz Sinfônica, a Orquestra Sinfônica Municipal, a Orquestra Experimental de Repertório, o Quinteto de Metais do Teatro Municipal, a Banda Sinfônica da Polícia Militar e a Banda Sinfônica do Estado. Danilo Brito, Mike Marshall e Caterina Lichtenberg, artistas brasileiro, americano e alemão, respectivamente, e a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo também se apresentarão.
O Palco Cásper Líbero (Avenida Washington Luis) contará com as participações de nomes que estão despontando na música brasileira, como Mallu Magalhães, Tulipa Ruiz, Karina Buhr e outros artistas.
Algumas novidades da Virada 2010
Nesse ano, mais um ritmo será contemplado com 24 horas de música: o reggae, música de origem jamaicana, surgida no final dos anos 60, da fusão do ska com o rocksteady, terá um espaço próprio. Lá, no Palco Barão de Limeira (Alameda Barão de Limeira) se apresentarão músicos jamaicanos (como Pablo Moses e Clinton Fearon) e também a primeira formação da banda Cidade Negra que traz Ras Bernardo nos vocais, interpretando canções do disco Lute para Viver (1991), além da Tribo de Jah.
A Praça Roosevelt (Praça Roosevelt e Praça Pentagonal) abrigará apresentações de grupos de fantasias medievais (Clã Hednir, Cosplay Medieval, Grupo Graal, Conselho Steampunk), mesas de RPG, stands dos fãs-clubes e associações, shows (serão oito bandas, como Sentai, J. Squad e Agente Smith), parada Cosplay (que será transmitida em tempo real pela internet), Live-action RPG, Conselho Jedi e 501 Squadron, Conselho Branco, A Caverna do Dragão e outras atividades.
No Parque da Luz (Parque da Luz s/n, Bom Retiro), que integra a programação da Virada pela primeira vez, acontecerá a intervenção urbana "Sombras na Arquitetura", da Cia Quase Cinema, que projetará diversas sombras nos edifícios. A idéia é dialogar com as construções convidando a todos a olharem para o céu. Lá também será palco de Vagalume "Die Lichtwesen", um projeto interativo de performances com figurinos de luzes; o público se torna parte do evento através de um movimento interativo com as criaturas que vagam pelo parque à noite.
Homenagem a Adoniran Barbosa
No ano em que completaria cem anos, o cantor, compositor, humorista, ator e radialista Adoniran Barbosa, principal nome do "samba paulistano", será lembrado e homenageado pela Virada Cultural. Entre às 23h do sábado e às 11h do domingo, o público poderá conferir parte de seu repertório num dos dez vagões de trem da CPTM que farão o percurso Luz - Brás. Trata-se do projeto "Trem das Onze - 100 Anos de Adoniran Barbosa".
Um grupo musical receberá o público e se apresentará durante todo o trajeto. Também serão projetadas diversas fotos do artista nas telas dos vagões.
Chegando à estação Brás, todos poderão conferir as esquetes teatrais do espetáculo "Histórias das Malocas", inspirado no programa de rádio, de mesmo nome, escrito por Osvaldo Moles e musicado pelo maestro Hervé Cordovil, na segunda metade dos anos 50, que tinha Adoniran como um de seus principais artistas.
Após as esquetes, os músicos se apresentam. Serão dois atores, uma cantora e o Conjunto Regional, composto por sete músicos (dois violões, um cavaquinho, uma flauta, um clarinete, uma percussão e um pandeiro).
Umbuzada.com –Informação em 1º lugar!
Por: AUSP / EUSP
Com as informações sobre cada manifestação cultural do estado, Governo terá subsídios para construção de políticas públicas.
Com o objetivo de mapear as manifestações e mestres das culturas populares da Bahia, a Secretaria de Cultura do Estado, através do Núcleo de Culturas Populares e Identitárias, realizará até o dia 30 de abril, o cadastramento dos grupos e mestres de cultura popular de todos os municípios baianos. Para efetuar o cadastro, os grupos devem encaminhar duas vias do formulário aqui anexo e também disponível no site www.cultura.ba.gov.br, devidamente preenchido, para o Núcleo de Culturas Populares e Identitárias da Secult/BA, na Av. Tancredo Neves, 776, edf. Desenbahia, CEP: 41823-900. O cadastramento pode estar acompanhado de foto, vídeo ou gravações de áudio sobre as atividades dos grupos culturais.
Com esta iniciativa, que é uma das 32 propostas aprovadas em março durante a II Conferência Nacional de Cultura, a Bahia avança no processo de planejamento de políticas públicas para as Culturas Populares. “Esse planejamento deve ser feito através do diálogo entre a sociedade e o Estado. É o momento de conhecer melhor o universo das Culturas Populares. Dessa forma, trabalhamos alinhados com o Sistema Nacional de Políticas Culturais, e teremos informações que balizem a implementação de políticas públicas na Bahia”, explica Hirton Fernandes, diretor do Núcleo de Culturas Populares e Identitárias da Secult/BA.
Com o cadastramento o governo poderá mapear os grupos e mestres das culturas populares, a partir de informações sobre os tipos de manifestações culturais existentes. "A Dança de São Gonçalo, uma dança coreográfica de cunho religioso, em homenagem ao santo, que se dança com arcos e flores, num cortejo por ruas e casas; a Marujada ou Chegança, uma representação cantada dos marinheiros que lutaram pela independência da Bahia; a representação das lutas entre Cristãos e Mouros, muito praticada por grupos do sul e extremo sul do estado; os Bacamarteiros de Santa Brigida, entre muitas outras danças e folguedos", cita Fernandes.
Para Rosildo Moreira, representante do nordeste no Colegiado Nacional de Culturas Populares e coordenador da Casa do Samba de Santo Amaro, a Bahia “sai na frente” com o cadastramento. “Essa proposta saiu de várias conferênciais municipais e territoriais da Bahia. Teremos as pessoas que realmente produzem a cultura popular dando informações sobre suas atividades. É uma ação que estávamos aguardando com grande ansiedade", diz Moreira.
Capacitação
Com o objetivo de aumentar o número de mestres da cultura popular como participantes do Prêmio Culturas Populares, realizado pelo Ministério da Cultura em 2009, o Núcleo de Culturas Populares e Identitárias da Secult/BA realizou uma videoconferência transmitida para mais de 30 municípios baianos, além de uma oficina presencial, para capacitar os mestres na construção e viabilização dos projetos inscritos. Com resultado, a Bahia alcançou um número recorde de projetos premiados no concurso nacional, ficando atrás apenas de Minas Gerais e São Paulo em número de artistas contemplados. Em novembro de 2009 foi realizada a Pré-Conferência Setorial de Culturas Populares que reuniu mestres e mestras de diversos grupos da cultura popular dos 26 territórios de identidade da Bahia para debater propostas para política cultural do estado para esse segmento.
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Por Lariane Rocha
A comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 416/05, que institui o Sistema Nacional de Cultura, aprovou ontem o substitutivo do deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) ao texto. A principal modificação foi a inclusão de dispositivo que estabelece como um dos princípios do sistema "a ampliação progressiva dos recursos contidos nos orçamentos públicos para a cultura". De autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a PEC segue para votação em dois turnos no Plenário.
De acordo com o relator, o texto está em harmonia com um conjunto de propostas já aprovadas ou que estão em tramitação no Congresso, como o PL 6835/06 (Plano Nacional de Cultura), o PL 5798/09 (Vale-Cultura) e a PEC 150/03, que vincula recursos orçamentários à cultura. Esta última está pronta para ser votada em Plenário e obriga a União a destinar 2% de seu orçamento ao setor; os estados, pelo menos 1,5%; e os municípios, no mínimo 1%.
Integração - Os recursos vindos do setor público devem se somar, segundo Paulo Rubem, às verbas provenientes do incentivo fiscal da Lei Rouanet, que também está sendo revista. Assim, diz o deputado, será possível tirar do papel o discurso de que a cultura é importante. Pelo texto, o Sistema Nacional de Cultura terá as responsabilidades divididas entre União, estados e municípios, funcionando de forma semelhante ao Sistema Nacional de Saúde (SUS).
Depois de homenagear inúmeros artistas brasileiros, como mestre Vitalino, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, Paulo Rubem Santiago afirmou que a cultura nacional, mesmo sem um sistema efetivo de apoio, já é exuberante a ponto de atrair a admiração de todo o mundo, e agora poderá se superar.
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Fonte: Jornal da Câmara
Tudo começou quando o rei da França, Carlos IX, após a implantação do calendário gregoriano, instituiu o dia primeiro de janeiro para ser o início do ano. Naquela época, as notícias demoravam muito para chegar às pessoas, fato que atrapalhou a adoção da mudança da data por todos.
Antes dessa mudança, a festa de ano novo era comemorada no dia 25 de março e terminava após uma semana de duração, ou seja, no dia primeiro de abril. Algumas pessoas, as mais tradicionais e menos flexíveis, não gostaram da mudança no calendário e continuaram fazer tal comemoração na data antiga. Isso virou motivo de chacota e gozação, por parte das pessoas que concordaram com a adoção da nova data, e passaram a fazer brincadeiras com os radicais, enviando-lhes presentes estranhos ou convites de festas que não existiam.Tais brincadeiras causaram dúvidas sobre a veracidade da data, confundindo as pessoas, daí o surgimento do dia 1º de abril como dia da mentira.
Aproximadamente duzentos anos mais tarde essas brincadeiras se espalharam por toda a Inglaterra e, consequentemente, para todo o mundo, ficando mais conhecida como o dia da mentira. Na França seu nome é “Poisson d’avril” e na Itália esse dia é conhecido como “pesce d’aprile”, ambos significando peixe de abril. No Brasil, o primeiro Estado a adotar a brincadeira foi Pernambuco, onde uma informação mentirosa foi transmitida e desmentida no dia seguinte. “A Mentira”, em 1º de abril de 1848, apresentou como notícia o falecimento de D. Pedro, fato que não havia acontecido.
Walt Disney criou uma versão para o clássico infantil Pinóquio, dando ênfase à brincadeira, mostrando para a criançada o quanto mentir pode ser ruim e prejudicial para a vida das pessoas. Ziraldo, um escritor brasileiro da literatura infanto-juvenil, também conta histórias sobre as mentiras, através do tão famoso personagem, o Menino Maluquinho. Em "O Ilusionista", Maluquinho descobre o mal provocado por roubar, fingir e mentir.
Pregar mentiras nesse dia é uma brincadeira saudável, porém o respeito e o cuidado devem ser lembrados, para que ninguém saia prejudicado, afinal, a honestidade é a base para qualquer relacionamento humano.
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Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
Com as presenças do governador Jaques Wagner e de forrozeiros como Zelito Miranda e Adelmário Coelho, o projeto São João da Bahia 2010 foi apresentado na manhã desta terça-feira (30), no Salão de Atos da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia.
Pelo terceiro ano consecutivo, o São João da Bahia recebe investimentos do estado com o objetivo de estimular as diversas atividades econômicas em torno da festa. No ano passado, foram investidos R$ 9 milhões nos festejos juninos e, em 2010, a estimativa é de que esse valor aumente em cerca de 20%. "É nossa obrigação valorizar a cultura. Dessa forma, também atraímos mais turistas, estimulando essa área limpa da economia que é o turismo", disse o governador Jaques Wagner.
Este ano haverá oito noites de festa no Pelourinho com as apresentações de grandes nomes da música regional, como Adelmário Coelho, Estakazero, Zelito Miranda, Carlos Pita, Gereba, Del Feliz, Val Macambira, dentre outros. Além da programação musical, serão realizadas apresentações culturais de samba junino, quadrilhas, trios de forró e outros.
O forrozeiro Zelito Miranda comentou que é muito bom o investimento do governo da Bahia e que está animado para a festa . "Estou com uma expectativa muito grande para este ano. Viva o forró".
Balanço
Em 2008 e 2009, o governo estadual, por meio da Secretaria de Turismo e Bahiatursa, investiu R$ 19 milhões na realização e promoção dos festejos juninos da Bahia. Já no primeiro ano de transformação da maior festa regional do país em produto turístico, a principal operadora de viagens do Brasil teve um aumento significativo de pacotes vendidos para a Bahia, saindo de 12 mil para 19 mil pacotes.
Ano passado, a taxa de ocupação hoteleira em Salvador, que normalmente fica abaixo de 50% no mês de junho, ficou em 70% em um dos fins de semana de programação no Pelourinho. Nos dias de programação, os comerciantes do Centro Histórico contabilizaram um aumento de até 20% nas vendas em bares e restaurantes.
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Com Informação: Agecom/Ba
Brasil inaugura sua primeira Escola de Acordeon Diatônico de 8 Baixos com o objetivo de resgatar o instrumento e revelar novos talentos Localizada na cidade de Caruaru, região Nordeste do Brasil, a escola atenderá gratuitamente crianças e jovens carentes, que aprenderão com o mestre Heleno dos 8 Baixos a arte de um instrumento que corria o risco de desaparecer Neste mês de março foi inaugurada, na cidade de Caruaru, a primeira escola dedicada ao ensino do acordeon diatônico de 8 baixos (também conhecido como sanfona ou fole de 8 baixos), instrumento que faz parte da identidade cultural da região nordeste do Brasil e que vinha correndo o risco de sumir, pela falta de músicos e platéias.
O ponto de partida para a criação da Escola de Sanfona de 8 Baixos de Caruaru foi a necessidade de resgatar um instrumento musical tradicional que vinha deixando de fazer parte da vida das pessoas da região, especialmente das novas gerações.
A esse objetivo juntou-se outro, tão ou mais relevante: por meio da música, contribuir para que crianças e adolescentes possam assumir o papel de agentes de transformação da realidade e protagonistas de suas vidas.
A escola funcionará nas mesmas instalações do Projeto de Iniciação Musical Jacinto Silva, que oferece aulas práticas e teóricas de diversos instrumentos para crianças e adolescentes, com base em um repertório em que predomina a música popular nordestina, especialmente o forró.
Criada em 2002 pelos músicos Valdir Santos e Marconiel Rocha, o projeto atende hoje a cerca de 100 alunos, aos quais se somarão os 20 da primeira turma da Escola de Sanfona de 8 Baixos. “Já descobrimos grandes talentos na percussão, agora é a vez da sanfona, que é o instrumento de harmonia que estava faltando”, diz Santos.
Um olhar mais moderno para o instrumento A missão de formar uma nova geração de sanfoneiros ficou a cargo de um dos grandes representantes do instrumento na atualidade: Heleno dos 8 Baixos. Nascido em Caruaru e indicado ao Grammy em 1991, Heleno já fez shows em diversos países e viaja anualmente em turnê pela França divulgando os ritmos do forró pela Europa.
“A sanfona de 8 baixos continua bem viva em diversos países, mas aqui no Brasil – e o mais triste, em Caruaru, minha cidade natal – ela está sumindo”, diz o músico. “É isso que queremos mudar”. Ao lado do diretor artístico Valdir Santos e do mestre Heleno dos 8 Baixos, o grupo envolvido na criação da escola se completa com o idealizador e mantenedor João Bento. Profissional da área de comunicação e entusiasta da cultura popular, João decidiu investir na criação da escola por considerá-la uma oportunidade de resgatar uma parte importante da identidade brasileira. Caruaru, capital brasileira do forró.
O acordeon diatônico de 8 baixos é um instrumento que está na origem dos ritmos do forró, gênero musical que por sua vez tem destaque na cultura popular brasileira, especialmente em função da tradição das festas juninas.
O forró reúne um conjunto de ritmos (baião, xote, xaxado, coco, quadrilha, ciranda, entre outros) que tiveram origem em diversas regiões do Nordeste brasileiro, por influência de imigrantes europeus e herança africana. Por sua vez, a cidade de Caruaru foi uma escolha natural para sediar a Escola de Sanfona de 8 Baixos. Localizada no agreste do estado de Pernambuco, é conhecida no mundo, entre outras coisas, por ser a terra do Mestre Vitalino e por abrigar o maior centro de arte figurativa das Américas, reconhecimento concedido pela Unesco.
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Com informações: João Bento
/ E-mail: joao_bs@uni.art.br